As crianças da ilha  têm um encontro marcado uma vez por semana no período do ano letivo, nas férias são três encontros semanais. A garotada tem aula na Escola de Surfe  Noronha (foto acima), são 30 alunos que não pagam nada para receber orientações do esporte e da vida. “Nós queremos formar atletas e pessoas, nem todo mundo vai ser sufista quando crescer, mas vai ser uma pessoa bem educada. Estamos usando o surfe para dar orientações para a vida. A gente luta conta as drogas e a violência sexual infantil. Quem não tiver bem na escola não pode participar “ falou o professor Raimar Souza, organizador da escolinha.  

A criançada ouve orientações e teve um exemplo prático para seguir. Sérgio Lima nasceu em Fernando de Noronha, participou da escolinha de surfe do professor Iaponã, tornou-se profissional e há sete anos mora no Havaí , onde criou uma escolinha similar e dá aula para a comunidade local. “Eu tenho uma escola, trabalho com a comunidade também, é muito bom voltar e contar a minha história. Eu levei para o Havaí as coisas boas e ruins que aprendi aqui, isso me ajudou muito. Minha família tem gente com problemas de álcool e drogas, eu consegui fazer diferente e espero que eu esteja dando um bom exemplo para esses jovens”, falou Sergio.

A aula prática é a hora mais esperada. A turma da escolinha criou uma marca, Noronha Roots, os organizadores confeccionaram camisas e parte da renda ajuda a escola. “A marca é um nome que nós já pensávamos , roots é raízes, eu nasci na ilha, tenho raízes. Parte do dinheiro nós investimos na escolinha. Quem compra a camisa está comprando sonhos e alimentando a vida de cada um que participa da escola”, revelou Raimar. As camisas estão sendo vendidas nas redes sociais.

Os alunos agradecem a contribuição, a escolinha de surfe abre uma série de possibilidades para a turma e ainda é uma diversão. “Eu gosto muito da escolinha, é muito divertido”, disse Ana Luíza Bueno de Souza . “Esta é minha primeira aula, eu ainda não sei surfar, mas vou aprender “ falou Saimon Rocha da Silva. “Eu fico ansiosa  pelas aulas, ainda não estou pegando onda perfeitamente, mas vou consegui”, contou Rosa da Silva. “Eu gosto muito, estou surfando mais ou menos, é muito divertido”, disse Marina Ummen. 





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