A partir desta quinta-feira (11), entra em vigor o Decreto Distrital 002/2018, que proíbe a entrada de plásticos e similares descartáveis na Ilha de Fernando de Noronha. Conhecido como Plástico Zero, o decreto impede o uso e a comercialização de recipientes e embalagens descartáveis - entre eles, garrafas plásticas de bebidas abaixo de 500 ml, canudos, copos, talheres descartáveis, sacolas e demais objetos compostos por polietilenos, polipropilenos ou similares.

As normas se aplicam a todos os estabelecimentos e atividades comerciais de Fernando de Noronha, incluindo restaurantes, bares, quiosques, lanchonetes, ambulantes, hotéis e pousadas. Com a fiscalização, quem descumprir o decreto fica sujeito a multa.

Para a readequação, a administração estipulou um prazo de 120 dias, a partir da publicação do decreto.

No período, foram feitos trabalhos educacionais de conscientização junto a moradores, empresários e visitantes. A Administração da Ilha fará ainda ações de conscientização para os turistas que estiverem embarcando para Noronha no Aeroporto do Recife e também na chegada deles no aeroporto da Ilha.

Algumas intervenções artísticas e exposições vão ser feitas durante a semana, como forma de conscientizar sobre a proibição dos plásticos descartáveis na Ilha. Nesta quarta-feira (10) tem início a exposição fotográfica “Sonho por um sonho”, na Praça Flamboyant, com 24 fotografias de fotógrafos de Noronha e do Brasil, evidenciando imagens da natureza que estão ligadas com o tema plástico no oceano e a preservação do ambiente marinho.

Na sexta-feira (12), a artista visual Magui Kämpfe, de Porto Alegre (RS), fará uma performance na Praia da Cacimba do Padre. A proposta dela é trabalhar com os elementos da natureza, principalmente o vento, usando também tecidos vermelhos transparentes como objetos cênicos que evidenciam a feminilidade por meio de ações subjetivas.

O pernambucano Aslan Cabral, que também é artista visual, vai levar para a Praia da Conceição o Torneio Espacial: são enormes tecidos coloridos manipulados por duas pessoas, denominados cataventos, justamente porque utilizam esse elemento da natureza para fazer os movimentos. O artista faz essas intervenções lúdicas há três anos e já passou por lugares como Rio de Janeiro, Fortaleza, Lençóis Maranhenses, Goiás e até na Grécia. 

Fonte: https://bit.ly/2VCm05A