Os moradores de Fernando de Noronha agora têm um espaço para tentar conciliações. Foi inaugurada nesta segunda-feira (22), a Casa da Cidadania e da Justiça. O espaço de mediação está funcionando incialmente no Centro de Geração e Renda, mas deve ganhar novo local numa ação em parceria com a Administração da Ilha.

Essa é a quinta Casa da Cidadania, instalada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). O projeto é do desembargador Erick Simões, que já foi juiz da ilha, é cidadão noronhense e também é o coordenador geral do Sistema de Conciliação e Mediação do TJPE.

O objetivo da nova Casa é agilizar a solução dos problemas da comunidade, que muitas vezes precisam de julgamento. A equipe da Justiça visita a ilha uma semana por mês, a ideia desse espaço é dar agilidade nos casos passíveis de acordo.Casa da Cidadania Noronha 

“Esse é um projeto muito importante para a ilha, é um local para resolver os impasses. A agilização dos processos vai beneficiar a sociedade. A Casa também será um local para qualificação de mão-de-obra e palestras de interesse da comunidade”, falou o conselheiro distrital, Milton Luna.

“Eu conheço as dificuldades de Noronha e essa Casa vai ser um divisor de águas. A Justiça só pode vir à ilha cinco dias por mês, a população passa o resto do tempo desassistida. Esse local será importante para pacificar as relações, que nem sempre são fáceis por conta das dificuldades da ilha”, falou o desembargador Erick Simões.

O padre de Fernando de Noronha, Flávio José, fez o curso de conciliação e deve ser mediador da Casa. O administrador da ilha, Plínio Pimentel, é advogado e deu apoio para início do trabalho. “Estamos disponibilizando uma sala, inicialmente, para fazer com que a população tenha mais acesso a Justiça. Vamos dar todo apoio estrutural para que o TJPE faça o trabalho e a sociedade seja beneficiada”, falou Plínio Pimentel.