A flora de Fernando de Noronha é um tesouro para os pesquisares. O Morro do Francês, área de visitação restrita por contar com equipamentos da Aeronáutica, é uma região especial para os estudiosos. A doutora em botânica, Ângela Maria de Miranda Freitas, que produziu uma  tese no arquipélago há mais de 20 anos, sempre que pode volta ao local para análises.

Depois de quatro anos sem visitar Noronha, a especialista da Universidade Federal Rural de Pernambuco, esteve no Francês. “ É praticamente um vício visitar a flora, o Morro do Francês é um lugar especial porque conta com duas espécies que só podem ser encontradas aqui. Uma delas o Combretumrupículo, que é endêmico, só existe no mundo em  Fernando de Noronha, e a outra Combretum laxum”, falou doutora Ângela. 

A pesquisadora fez a visita técnica acompanhada pelo fiscal do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), Policarpio Felipe. Ele  tem dado apoio a pesquisadora ao longo dos anos. Os dois fizeram uma expedição, viram a vegetação, que está fechada com conta do inverno, fotografaram espécies e fizeram algumas coletas

 Espécie rara

O Combretumrupículo foi descoberto por Ridley, no ano de 1887, e coletado pelas pesquisadoras Ângela Freitas e Margareth Grillo em 1997. Nesta visita a estudiosa não conseguiu encontrar a espécie. “É uma espécie rara, é o único indivíduo no mundo inteiro, só tem flores femininas.  O jasmim deve ter encoberto, eu fico preocupada em não localizar o Combretum, sou apaixonada por ele, é lindo. A espécie de Noronha tem frutos, merece um estudo melhor “, contou a doutora. A pesquisadora espera voltar a Fernando de Noronha no mês de setembro, quando a vegetação estará mais seca, para tentar localizar a espécie endêmica. Com a localização exata Ângela Freitas pretende informar ao ICMBio e à Aeronáutica para garantir a sobrevivência do Combretum rupículo. 

Fonte: http://g1.globo.com/pernambuco/blog/viver-noronha/post/o-morro-do-frances-e-um-laboratorio-importante-da-flora-de-fernando-de-noronha.html